O que os clientes querem em foodservice?

Em 1994 passei no vestibular para cursar Nutrição no Centro Universitário São Camilo em São Paulo. Desde então me tornei uma curiosa, estudiosa e uma profissional do mercado de foodservice. Fiz pós graduação em Marketing de Serviços na FAAP e construí minha carreira nos últimos 14 anos em marketing focada no mercado de foodservice.

Recentemente fiz uma rápida pesquisa e identifiquei 5 marcas internacionais que chegaram por aqui: My Swiss Choco – que defende o conceito do cliente poder customizar o seu chocolate escolhendo os ingredientes na hora, My Sandwich – especializada em sanduíches, toasts, wraps, saladas e sucos, Not Guilty – alimentação saudável, rápida e sustentável, Quiznos – sanduíches do tipo submarine e saladas e Sbarro – Pizza, Saladas e Pizzas. Felizmente nunca foi tão fácil para os brasileiros fazerem viagens internacionais, hoje está no radar de todos os jovens participar de um programa de intercâmbio, a internet ajuda… e assim tomamos contato com produtos antes pouco usuais por aqui como cookies, cup cakes, brownies e conquistamos uma cultura alimentar cada vez mais globalizada.

Em contrapartida aos conceitos gringos produtos nacionais como: coxinha, pastel, churrasco, pão de queijo, feijoada, açaí, juntamente com chefs brasileiros, ganham o mundo e compartilham um pouco da nossa cultura.

Mas o que o cliente quer? Essa miscelânea que se tornou o hábito alimentar do brasileiro às vezes confunde e influencia empresários a criar modelos de negócio sem pé nem cabeça. Ambiente vende, embalagem vende, comunicação visual, mas… se a experiência, que é a soma de conceito de produto forte e atendimento é frágil, o cliente não volta mais.

Não raro vemos cafés que vendem: salgados, refeições rápidas (incluindo arroz e feijão), tapioca, sanduíches, tudo é preparado com qualidade razoável e o café é péssimo! Um café que não serve um café de qualidade e que faz tudo mais ou menos não se sustenta e vai definhando até fechar.

A fortaleza das redes internacionais é o foco em fazer bem feito um mix geralmente reduzido e temos muito a aprender com isso, na verdade sabemos o que fazer, o que não temos é a disciplina e perseverança para acreditar nos modelos desenvolvidos. Às vezes antes de iniciar um projeto faltaram alguns elementos-chave como: pesquisa, planejamento, capital de giro para suportar o período até o conceito “pegar”, investimento em marketing… E faltou treinamento para equipe e presença do criador/do dono para explicar e vender o conceito ao cliente, fortalecendo a marca.

Cativar os clientes com uma oferta clara, produto de ótima qualidade (que não tem nenhuma relação com o produto ser caro) e um atendimento excepcional é a combinação perfeita e na percepção da Libbra o caminho para o sucesso em foodservice. É isso o que os clientes querem!

Cristina Souza – Proprietária e Diretora da Libbra – Marketing & Inspirações para Foodservice

Faça acontecer!

Em momentos de crise como o que vivemos no Brasil, cresce demais nas pessoas o desejo de fazer acontecer contando unicamente com seu próprio esforço.

A culinária, em sua extensão mais ampla torna-se uma opção para concretizar os planos de driblar a crise e ganhar dinheiro em curtíssimo prazo.

Observo que cursos de confeitaria, sorvetes, panificação, sushi, cervejaria, drinks, dentre outros, enchem de esperanças as pessoas que pensam em aliar algo que gostam com a oportunidade de geração de renda.

Essa, inegavelmente, é uma atitude muito inteligente. Os gurus mundiais já dizem que no futuro não teremos empregos. Nós temos que criar nossos empregos e sem dúvida o ramo da alimentação oferece essa oportunidade.

Depois de participar dos cursos para se capacitar, se inspirar e definir o caminho em termos de produto, é fundamental, seja na escala que for, estabelecer e seguir um modelo de gestão, marketing e estratégia de vendas.

A ideia não é pirar e burocratizar o modelo criado, é manter o foco na profissionalização e ficar sempre de olho no LUCRO.

Nem sempre muitas vendas é sinal de lucro, especialmente quando o preço é calculado errado.

Ao começar trabalhando em casa, o que é super comum e louvável, as pessoas não consideram custos de água, luz, gás, material de limpeza,  aluguel e IPTU para definir o preço do produto e vendem tudo baratinho. A medida que crescem e precisam alugar um espaço e todos esses custos vem à tona, percebem que não vão sobreviver praticando os preços anteriores, porém, seus clientes estão “viciados” em pagar barato demais e tem uma reação negativa ao aumento, parando de comprar, mesmo que por um tempo. Então o sonho do crescimento é rapidamente posto abaixo.

Assim, a minha dica e das minhas sócias para empreendedores do ramo da alimentação é estruturar seus negócios com um pensamento profissional desde o início.

Muito sucesso a todos e Faça Acontecer!

Beijo

Cristina Souza – Diretora Executiva Libbra