Liderar em busca da alta performance em foodservice

Por Márcia Chilio

Não está fácil pra ninguém… diante das significativas mudanças conjunturais que estão ocorrendo no mundo, as organizações tem enfrentado cenários modificados e cada vez mais dinâmicos. Não há outra opção a não ser a busca de conhecimento e atualização. Desta forma, saber como se preparar para momentos de crise é o primeiro passo para garantir a sobrevivência do seu negócio.

Uma solução para o dilema de como enfrentar a crise econômica é a otimização dos processos produtivos e rotinas administrativas da empresa. Em tempos de crise, a falta de processos pode custar a competividade e em casos mais extremos até mesmo a sobrevivência do negócio. Nesse contexto a tarefa se torna menos desafiadora se o líder conhecer e aplicar com pragmatismo ferramentas de gestão. Gerenciar equipes de alta performance, significa orientar, treinar e buscar alternativas voltadas para o resultado final. É necessário canalizar o potencial e a energia da equipe, sem desperdícios, utilizando ferramentas claras e objetivas voltadas para atingir resultados, superar objetivos, ultrapassar metas, planejar o sucesso e atingir lucro. Um líder de alta performance surpreende ao entregar mais do que o esperado. Busca melhoria contínua em todos os aspectos do seu trabalho, buscando formas de otimizar seu trabalho, tempo e recursos.

Liderar para a execução é o verdadeiro trabalho de gestão de um negócio. Tem um ditado que sempre acreditei e norteou minha carreira profissional – “ todo resultado é consequência de um processo”. Lembre-se de que nenhum resultado é permanente se não for perseguido. Então mãos à obra! Vamos começar!

Márcia Chilio – Sócia-Diretora da Libbra – Estratégias & Inspirações em Marketing e Gestão para Negócios de Foodservice

O que os clientes querem em foodservice?

Em 1994 passei no vestibular para cursar Nutrição no Centro Universitário São Camilo em São Paulo. Desde então me tornei uma curiosa, estudiosa e uma profissional do mercado de foodservice. Fiz pós graduação em Marketing de Serviços na FAAP e construí minha carreira nos últimos 14 anos em marketing focada no mercado de foodservice.

Recentemente fiz uma rápida pesquisa e identifiquei 5 marcas internacionais que chegaram por aqui: My Swiss Choco – que defende o conceito do cliente poder customizar o seu chocolate escolhendo os ingredientes na hora, My Sandwich – especializada em sanduíches, toasts, wraps, saladas e sucos, Not Guilty – alimentação saudável, rápida e sustentável, Quiznos – sanduíches do tipo submarine e saladas e Sbarro – Pizza, Saladas e Pizzas. Felizmente nunca foi tão fácil para os brasileiros fazerem viagens internacionais, hoje está no radar de todos os jovens participar de um programa de intercâmbio, a internet ajuda… e assim tomamos contato com produtos antes pouco usuais por aqui como cookies, cup cakes, brownies e conquistamos uma cultura alimentar cada vez mais globalizada.

Em contrapartida aos conceitos gringos produtos nacionais como: coxinha, pastel, churrasco, pão de queijo, feijoada, açaí, juntamente com chefs brasileiros, ganham o mundo e compartilham um pouco da nossa cultura.

Mas o que o cliente quer? Essa miscelânea que se tornou o hábito alimentar do brasileiro às vezes confunde e influencia empresários a criar modelos de negócio sem pé nem cabeça. Ambiente vende, embalagem vende, comunicação visual, mas… se a experiência, que é a soma de conceito de produto forte e atendimento é frágil, o cliente não volta mais.

Não raro vemos cafés que vendem: salgados, refeições rápidas (incluindo arroz e feijão), tapioca, sanduíches, tudo é preparado com qualidade razoável e o café é péssimo! Um café que não serve um café de qualidade e que faz tudo mais ou menos não se sustenta e vai definhando até fechar.

A fortaleza das redes internacionais é o foco em fazer bem feito um mix geralmente reduzido e temos muito a aprender com isso, na verdade sabemos o que fazer, o que não temos é a disciplina e perseverança para acreditar nos modelos desenvolvidos. Às vezes antes de iniciar um projeto faltaram alguns elementos-chave como: pesquisa, planejamento, capital de giro para suportar o período até o conceito “pegar”, investimento em marketing… E faltou treinamento para equipe e presença do criador/do dono para explicar e vender o conceito ao cliente, fortalecendo a marca.

Cativar os clientes com uma oferta clara, produto de ótima qualidade (que não tem nenhuma relação com o produto ser caro) e um atendimento excepcional é a combinação perfeita e na percepção da Libbra o caminho para o sucesso em foodservice. É isso o que os clientes querem!

Cristina Souza – Proprietária e Diretora da Libbra – Marketing & Inspirações para Foodservice

Faça acontecer!

Em momentos de crise como o que vivemos no Brasil, cresce demais nas pessoas o desejo de fazer acontecer contando unicamente com seu próprio esforço.

A culinária, em sua extensão mais ampla torna-se uma opção para concretizar os planos de driblar a crise e ganhar dinheiro em curtíssimo prazo.

Observo que cursos de confeitaria, sorvetes, panificação, sushi, cervejaria, drinks, dentre outros, enchem de esperanças as pessoas que pensam em aliar algo que gostam com a oportunidade de geração de renda.

Essa, inegavelmente, é uma atitude muito inteligente. Os gurus mundiais já dizem que no futuro não teremos empregos. Nós temos que criar nossos empregos e sem dúvida o ramo da alimentação oferece essa oportunidade.

Depois de participar dos cursos para se capacitar, se inspirar e definir o caminho em termos de produto, é fundamental, seja na escala que for, estabelecer e seguir um modelo de gestão, marketing e estratégia de vendas.

A ideia não é pirar e burocratizar o modelo criado, é manter o foco na profissionalização e ficar sempre de olho no LUCRO.

Nem sempre muitas vendas é sinal de lucro, especialmente quando o preço é calculado errado.

Ao começar trabalhando em casa, o que é super comum e louvável, as pessoas não consideram custos de água, luz, gás, material de limpeza,  aluguel e IPTU para definir o preço do produto e vendem tudo baratinho. A medida que crescem e precisam alugar um espaço e todos esses custos vem à tona, percebem que não vão sobreviver praticando os preços anteriores, porém, seus clientes estão “viciados” em pagar barato demais e tem uma reação negativa ao aumento, parando de comprar, mesmo que por um tempo. Então o sonho do crescimento é rapidamente posto abaixo.

Assim, a minha dica e das minhas sócias para empreendedores do ramo da alimentação é estruturar seus negócios com um pensamento profissional desde o início.

Muito sucesso a todos e Faça Acontecer!

Beijo

Cristina Souza – Diretora Executiva Libbra

NRA Show 2016 – Dia 23 de maio

Última News

A NRA Show termina hoje, as sócias da Libbra encerraram sua participação ontem e compartilham um pouco mais do que viram e aprenderam.

Conferência “Foodservice at Retail”

Provocações e reflexões sensacionais sobre supermercados e lojas de conveniência, além de uma visita técnica no supermercado Mariano´s que validou a super tendência que confunde e desafia os varejistas do foodservice americano sobre o papel do supermercado em se manter no foco ou se tornar um restaurante.

Fundada em 2010 a rede com apenas 6 anos atua, possui 37 lojas e uma proposta compacta com excelente curadoria de produtos e uma invejável operação de ilhas de serviços que incluem: bar de ostras, estação de sucos (verde, detox, etc), sushi bar, grill, rotisserie, buffet de saladas e operações à vista do cliente de pâtisserie e padaria. O fluxo de pessoas é impressionante nos horários de pico (almoço, jantar).

Sem dúvida, as reflexões sobre: nova atitude do consumidor, demandas desse cliente, evolução do paladar, riscos operacionais do aumento da complexidade operacional em operações de supermercados e lojas de conveniência, importância do desenvolvimento e alinhamento da cadeia de fornecedores merecem muita atenção, foco e dedicação.

Sobre a feira algumas tendências e inovações inteligentes:

Sazonalidade – Empresas dedicadas a sobremesas criam menus sazonais apoiando seus clientes nas estratégias de inovação. Alguns vão dizer: Uau! Isso é básico. Sim, é. Mas quem está fazendo isso no Brasil? O que vemos são empresas que estruturam suas linhas de produção de maneira engessada e sem foco na necessidade dos operadores. Super oportunidade.

Tecnologia dos Alimentos – Redução de área de estocagem dos produtos de alto consumo –Uma empresa trabalhou na concentração do leite, eliminando o volume do produto e criando uma embalagem que: empilha, conserva o produto e permite o fracionamento.

Bakery – Produtos artesanais de alta qualidade para finalização no ponto de venda, algo que já existe parcialmente no Brasil e que sem dúvida tem muito potencial para crescimento.

 

NRA Show 2016 – Dia 22 de maio

Estamos publicando essa News sobre o segundo dia da feira, ainda muito sobre as respostas que a indústria traz ao mercado de Foodservice. E parece que para cada dúvida, desafio ou necessidade dos operadores existe alguém que buscou soluções no detalhe. São pequenos e grandes mobilizados nesse sentido, nota 10 para a National Restaurant Association – NRA que organiza o evento.

Nessa segunda-feira participaremos da Conferência “Foodservice at Retail” certamente conteúdo de altíssimo nível para compartilharmos. Acompanhe a última news dessa edição da feira amanhã e para participar do pós NRA da Libbra em 9 de Junho em São Paulo inscreva-se: contato@libbra.net

Ainda sobre a feira:

Alergenos – no Brasil, bem como no mundo, o crescimento da produção de produtos sem ingredientes alergenos não para de crescer, porém, ainda é uma exceção dentro das áreas de produção e é preciso segmentar as áreas para tal. Identificamos uma solução simples para setorização que certamente organiza e funciona.

Monitoramento – segurança alimentar é um assunto mais do que sério. Essa empresa criou uma solução que monitora os pratos expostos individualmente, mesmo quando estão em um mesmo plano. O motivo maior é a gestão da segurança alimentar, mas de quebra é possível monitorar: a saída de produtos e necessidade de reposição e acompanhar a vida útil do produto para definir o shelf life de apresentação. Muito bom! Racionaliza mão de obra e garante qualidade. Esses americanos…

Conveniência – Que o consumidor está cada vez mais interessado em soluções prontas para levar para casa todos do mercado de foodservice já sabiam. O que não sabíamos é que a Crayovac (que tem operações no Brasil), desenvolveu uma película especial que se molda ao alimento quando pronto sem amassá-lo. A película intensifica as cores e o visual fica tão lindo que certamente duplica o estimulo de para compra pelo consumidor. E como no varejo o cliente só compra o que vê… É mais uma solução vencedora.

Food Truck – soluções móveis no Brasil já são questionadas em termos de sobrevivência. O que vimos por aqui foram trailers, containers e trucks que dariam inveja às melhores cozinhas do mundo em termos de qualidade construtiva e aplicação de equipamentos. Na nossa visão só acaba no Brasil se não evoluirmos. Não vale foodtruck com janela a céu aberto moçada. Aqui segurança alimentar é tão séria que o truck tem janelas teladas e é climatizado.

Sustentabilidade – sem dúvida é um tema fundamental no segmento de foodservice e ele é transversal em: equipamentos, embalagens, gestão de lixo, higienização de louças e muito mais. A feira agrupou inúmeras soluções para apoiar os operadores a utilizarem alternativas sustentáveis. Nas embalagens além de palha de milho, bamboo, palma e cana de açúcar tem utensílios feitos de tapioca à disposição do mercado. Bem bacana! O fabricante recomenda não consumir o prato ☹ rsss, ele se decompõe em menos de 30 dias.

 

NRA Show 2016 – Dia 21 de maio

Primeiro dia de feira e as referências são intensas. A curadoria do que postar é super desafiadora. Então optamos por alguns temas básicos: branding, inovação, relacionamento, atendimento e performance operacional. Confira!

Branding:

Nathans é uma das marcas de hot dog mais antigas dos Estados Unidos – completando 100 anos em 2016. Salsicha com sabor único (carne bovina e suína) a empresa dá um show se reinventando e ampliando seu mix de produtos, além de distribuir sem parar milhares de unidades do seu hot dog tradicional na feira. Simpatia e reforço aos atributos da marca. Branding na veia!

Inovação:

Nem toda inovação é super tecnológica. Essa empresa combinou suportes e com uma única mão o cliente carrega sua pipoca e bebida. Solução eficiente para: estádios, shows até para o tradicional cineminha. Boa dica para as empresas brasileiras reproduzirem. Tomara que dê tempo para as olimpíadas ☺.

Relacionamento:

Durante os dias da NRA Show muitos chefs participam numa arena aberta e ao vivo. Anne Burrel deu um show de simpatia e apresentou um risoto delicioso. Bianca Rossini, sócia da Libbra aproveitou para tietar e ganhou um autografo exclusivo. Muito bacana o peso que profissionais de sucesso como a Anne dão ao evento.

Consumidor:

Pra que dinheiro? A exemplo do que a Apple oferece em suas lojas há bastante tempo a Samsung apresenta na feira uma solução em que o cliente carrega seu celular com dinheiro e utiliza para pagamentos. Ou seja, ele sequer precisa sair de casa com cartão de crédito. Esse é um grande avanço, especialmente pela magnitude que a plataforma android tem no mercado. Demorou em relação a Apple, mas gol para Samsumg. Muito simples e funcional.

Performance Operacional:

Muitas pessoas vão passar nos stands da feira e não vão identificar o diferencial desse produto. Trata-se de uma gaiola, que pode ser customizada em qualquer tamanho, é monitorada por câmera e tem um sistema sensível que acompanha os movimentos do funcionário e faz a contagem do que ele tira ou retorna para o estoque. Absolutamente SENSACIONAL. Redução de mão de obra e perfeição na gestão do inventário, furtos e perdas de produto.

NRA Show 2016 – Dia 20 de maio

A Libbra começou o sábado com uma visita técnica guiada na Magnólia Bakery. Fenômeno na produção 100% artesanal de bolos, cookies, tortas e muito mais. Pulo do gato para o crescimento: internacionalização e e-commerce. http://www.magnoliabakery.com/

A segunda parada da Libbra foi no Eataly. As sócias já conheciam o local, porém, participaram de uma visita 100% guiada e com degustação de produtos em cada estação e conceito. Resultado: Amam ainda mais a marca. O Eatly não brinca em serviço: Branding – Qualidade  – Profissionais incríveis.https://www.eataly.com/us_en/stores/chicago/

À noite: Jantar na Ralph Lauren – Loja de Roupa ou Restaurante? Os DOIS. As sócias da Libbra saíram de São Paulo com a reserva feita tamanha concorrência. Pratos tradicionais, releituras de comfort food e SALAO LOTADO. Muita gente querendo ver e ser vista. http://www.rlrestaurant.com/