Cristina Souza, Diretora Executiva da Libbra Consultoria fala para a Revista Exame.com sobre Franquias Sazonais

Vale a pena ter uma franquia que só vai bem em uma época do ano?

As franquias sazonais são uma opção de investimento no mundo do franchising. Saiba os prós e contras de apostar em um negócio desses.

São Paulo – Você já parou para pensar em como uma sorveteria sobrevive durante o inverno? Ou como uma casa de chá ou de fondue sobrevive durante o verão? Esses são clássicos exemplos de negócios sazonais: em alguns meses, as vendas explodem; em outros, a procura despenca.

Além de negócios próprios, tais empreendimentos estão presentes também como opção de investimento no mundo do franchising.

Especialistas consultados por EXAME.com concordam que é possível ter sucesso com uma unidade franqueada que vende mais em uma época específica do ano – mas que a tarefa é mais difícil do que em outros tipos de negócios.

Os riscos de uma franquia sazonal

“Existe um risco muito grande em apostar em uma franquia sazonal, já que no Brasil ainda é muito comum associar o consumo de certos produtos a determinadas estações do ano”, afirma Francisco Neto, presidente da Top Taylor, que fabrica equipamentos para food service.

“Vale a pena ter uma franquia sazonal, desde que o faturamento do período de alta seja suficiente para assegurar a lucratividade e cobrir as despesas no período de baixa”, complementa Cristina Souza, sócia da consultoria Libbra.

Ou seja: o empreendimento deve sobreviver apenas com base na reserva financeira acumulada no período de alta na venda de seus produtos – o verão, no caso de uma sorveteria.

Por isso, o planejamento de caixa é o maior ponto de atenção para um futuro franqueado de um negócio sazonal. É um conceito desafiador para o franqueado que não possui muita organização financeira.

“Ele pode se deslumbrar na época lucrativa e não se prevenir para o período de baixa na receita. Fatalmente, poderá perder o seu negócio.”

Além disso, diz Souza, o franqueado terá que lidar com uma grande troca de funcionários – o chamado turnover. Afinal, em épocas de menor movimento, os empregados sairão; da mesma maneira, épocas com grande demanda pedirão novas contratações.

“O franqueado precisará de modelos simples de operação, para que ele tenha facilidade em transferir conhecimento com rapidez para os novos funcionários no período de alta”, afirma a sócia da Libbra.

Tanto no caso do planejamento financeiro quanto no da gestão operacional, é imprescindível que a franqueadora ofereça a capacitação necessária ao franqueado – por isso, cobre tais itens dela antes de fechar o contrato.

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/vale-a-pena-ter-uma-franquia-que-so-vai-bem-em-uma-epoca-do-ano/

Fabricantes buscam adaptação à nova demanda por alimentação fora do lar

Em meio a redução nos volumes, indústria ainda precisa correr atrás de novas exigências como alimentos mais saudáveis, produtos inovadores e questões ligadas à imagem dos fornecedores.

São Paulo – A indústria alimentícia tem buscado adaptações com o objetivo de atender às recentes mudanças no segmento de alimentação fora do lar (food service), ao mesmo tempo em que os brasileiros reduzem as refeições feitas na rua.

“O mercado de alimentos passa por um importante processo de mudança e adaptação às necessidades e expectativas dos clientes. Nunca vimos um esforço tão consistente [do setor] nesse sentido”, afirma a diretora executiva Libbra Consultoria, Cristina Souza. A empresa é especializada em marketing e gestão em foodservice.

A Concepta Ingredients, por exemplo, está investindo em uma linha de óleos mais saudáveis a partir de uma cadeia sustentável de produção, características com as quais a fornecedora espera garantir um diferencial competitivo no segmento.

“Queremos atingir os restaurantes classificados como gourmet e premium, nos quais a tendência tem sido buscar inovação e uma segmentação de alimentação saudável além dos vegetarianos”, conta o presidente da Concepta, Ulisses Sabará.

Segundo ele, a economia e o cenário político do Brasil ainda afetam o segmento, mas o executivo vê tendências como saudabilidade e controle de rastreabilidade como mudanças definitivas.

Para a linha de óleos, a Concepta mapeou e fechou parcerias com 105 núcleos comunitários de produtores espalhados pelo Brasil. “E o fato dos produtos que oferecemos, num primeiro momento, atingirem a um público com maior poder aquisitivo também ajuda a garantir essa demanda”, acrescenta ele.

Avaliação similar é feita pelo economista da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Denis Ribeiro. “Nos restaurantes e estabelecimentos que atendem um público de maior poder aquisitivo, a demanda se mantém, mas no restante há uma acomodação em função da queda na renda e do desemprego”, explica ele.

A Faleiro Food Services, consolidada no segmento, vem adaptando o portfólio às novas exigências do mercado, conta o diretor Antônio Faleiro Neto.

“Sempre buscamos lançamentos para entrar em novos mercados, mas, neste ano, estamos lançando principalmente uma nova linha com produtos de menor teor de sódio e baixo valor calórico”, diz ele.

Faleiro Neto observa ainda um crescimento da demanda por refeições prontas para o varejo, enquanto a alimentação fora do lar cresce menos do que em anos anteriores.

“Começamos a ver que a linha de pratos prontos para o varejo cresceu em volume, porque as famílias começaram a migrar o consumo para dentro dos lares e isso ajuda a explicar porque a demanda dos restaurantes teve redução”, comenta o executivo da Faleiro.

A BRF não vê queda no segmento, mas nota mudanças, de acordo com a gerente comercial de food service da empresa, Joicelena Fernandes.

“O que podemos observar de mudança nesse setor é a tendência de busca por alimentos mais saudáveis. Nos últimos anos, a BRF tem olhado atenciosamente para esse movimento do mercado e investido em inovação e renovações no portfólio de nossas marcas, buscando atender aos desejos do consumidor”, disse ela, por e-mail ao DCI.

O aumento das refeições feitas dentro de casa também puxa as vendas por delivery, observa o presidente do Instituto Foodservice Brasil (IFB), Alexandre Guerr “O delivery tem ganhando cada vez mais espaço. Isso é muito importante, pois a alimentação fora do lar está entrando nas casas”.

O consultor da assessoria especializada em inovação Mandalah, Murilo Bueno, indica que a preocupação com a origem dos alimentos também está avançando. “A alimentação consciente passa por atos considerados coletivos, que é a preocupação em saber de onde os alimentos vêm”.

Os escândalos recentes envolvendo frigoríficos no País têm acelerado o avanço de exigências de rastreabilidade para a cadeia de food service.

“O problema recente de falta de credibilidade em relação aos grandes fornecedores tem gerado uma procura maior dos clientes por informações sobre a origem dos alimentos”, afirma Neto. A Faleiro deve emitir em breve um posicionamento oficial sobre sua cadeia de fornecedores, acrescenta.

Jéssica Kruckenfellner

Processo Licitação De Serviços De Alimentação

As empresas se desafiam a cada dia. Crise, necessidade de inovação, novos entrantes, pressão por resultados… e, em qualquer que seja o segmento, a eficiência é um dos principais elementos na construção de um desempenho de alta performance.
Paralelamente à pressão por eficiência, existe o aumento da complexidade das estruturas organizacionais e das necessidades dos consumidores. Assim, estruturar de maneira organizada o processo de aquisição de serviços de alimentação é um desafio para os gestores da área de Compras e Facilities, uma vez que questões técnicas não dominadas pelas áreas são preponderantes para o sucesso da negociação.

Uma contratação indevida pode comprometer uma relação de longo prazo, e frequentemente, provoca desgastes e encerramentos prematuros de contratos. Há alguns anos, a compra de um serviço especializado era conduzida pelo próprio gestor do serviço. Houve uma grande mudança no processo de contratação com a interposição da área de suprimentos entre o gestor e o prestador de serviço, o que tornou o processo mais profissional e seguro. Entretanto, raras são as empresas que efetivamente tem em seu negociador um especialista em Foodservice.

O processo de compra de serviços especializados é a etapa mais importante da cadeia da prestação de serviço, porque é o começo. Nesta fase, é necessário dedicar foco e concentração.

Para que uma contratação seja bem-sucedida, a Libbra Consultoria recomenda:

1. Definir cronologia do processo de contratação para permitir aos competidores condições de planejar o processo de implantação como um todo – reuniões de esclarecimento, perguntas e respostas, apresentações presenciais, visitas e revisão de propostas técnicas e comercias.

2. Definir detalhadamente o escopo dos serviços para que os players tenham total clareza e possam apresentar soluções adequadas às reais necessidades da empresa. Essa etapa também garantirá a equalização entre os competidores, sobretudo na avaliação de preços, certificando a comparação em uma mesma base.

3. Programar visita técnica em clientes atuais dos competidores de forma objetiva, com uma ferramenta para avaliação e documentação, preferencialmente feita por equipes multidisciplinares.

4. Definir uma matriz de decisão para avaliação do vencedor do processo de concorrência.

5. Discutir e validar a minuta contratual.

6. Definir padrão de SLA – Service Level Agreement, com indicadores mensuráveis que garantam a qualidade e a segurança dos serviços e dos processos, bem como o cumprimento do contrato pré-estabelecido.

A fidelização e a longevidade dos contratos trazem inúmeros benefícios a todas as partes, tornando o dia a dia estável e evolução constante aos indicadores de ambas as empresas.

Por Marcia Chilio – Sócia – Diretora Foodservice & Estratégia
Libbra Consultoria

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Terceirização de Serviços de Alimentação

Dentre as grandes mudanças que aconteceram nas empresas ao longo dos últimos anos, seja em estrutura organizacional, investimento em novas tecnologias e preocupação com meio ambiente, está a “terceirização de serviços especializados”. Inicialmente esta tendência se deu como forma das empresas se concentrarem em seu core business, mas atualmente funcionam como uma forma de assegurar expectativas positivas das empresas em relação a serviço, qualidade, investimento e saving.

Esse novo modelo de negócio desafia os profissionais que lidam cotidianamente com a rotina de compra de serviços, especialmente quando o assunto é a terceirização de Serviços de Alimentação. Este setor é altamente complexo e quando não especificado adequadamente, pode gerar anos de uma gestão ineficiente, desgastante e, por consequência, financeiramente inviável.

No passado as empresas possuíam um profissional técnico responsável pela gestão dos serviços de alimentação sendo ele a conduzir o processo de terceirização, assegurando todo suporte técnico necessário. Essa figura deixou de existir e o mercado passou a exigir que compradores assumissem uma postura cautelosa para que não houvessem surpresas para as áreas gestoras, em geral Facilities – após o fechamento do contrato.

Certamente a evolução das empresas operadoras têm contribuído para o dia a dia dos profissionais de Compras, pois elas oferecem pacotes bem estruturados. A questão é quando o contratante deseja se aprofundar para ampliar os benefícios dessa negociação e nem sempre encontra respostas claras, ficando fragilizado por não conhecer todos os pontos de oportunidade. Na maioria das vezes o “comprador” apresenta um viés para negociar exclusivamente preço sem saber que este ponto isolado geralmente não traz um benefício real para um modelo ganha-ganha.

Ainda falando das bases negociais, é importante lembrar que o serviço de alimentação possui inúmeras interfaces com a empresa: clima organizacional, impactos no meio ambiente, riscos de acidente de trabalho, alinhamento de valores empresariais, entre outras, assim, além de conhecer as competências estratégicas na compra de serviços de alimentação, é necessário compreender que não há apenas um fim comercial, trata-se de uma relação estável e duradoura, que deve ser baseada na cooperação mútua.

A Libbra Consultoria coleciona alguns importantes cases de sucesso nesse tipo de projeto, pois assegura aos compradores todo suporte técnico para que possam conduzir o processo segundo suas premissas negociais e faz isso com um modelo detalhado, estruturado e extremamente bem organizado para uma tomada de decisão embasada, documentada e racional.

Por Marcia Chilio – Sócia – Diretora Foodservice & Estratégia

Libbra Consultoria

Mega Tendências para a Gastronomia 2017/2018

De 19 a 22 de março acontecerá em Londres a IFE – The International Food & Drink Event. É uma feira bianual. Em 2015 estivemos pessoalmente e nesse ano vamos acompanhar tudo e dividir o conhecimento com vocês. Começamos compartilhando a tradução de um artigo incrível sobre as 17 principais tendências do mercado de foodservice europeu para o Biênio 2017/2018, ou seja! Atualização PURA. Como as tendências chegam cada vez mais rápido ao mercado Brasileiro é fundamental estar atento. Ótima leitura!!!

ife-2017-logo

Há oito tendências sociais e culturais que sustentam as mega tendências mundiais para 2017, todas girando em torno de um conceito apenas: Purpose/ Propósito. Todos nós procuramos um propósito nas nossas vidas para saber se o que somos e o que fazemos tem sentido. “Purpose” nos dá a direção e nos motiva. Por que não esperar o mesmo dos alimentos e bebidas que consumimos? Os consumidores estão querendo fazer mais escolhas que tenham um propósito, fazendo compras que criem experiências valiosas.

Há dezessete tendências de comportamento na gastronomia que dão origem a mais de cem sub-tendências. Conheça:

  1. Dude Food 2.0 (comida gordurosa, pesada, com muita carne): este tipo de comida tem sofrido uma modificação importante. Mantem suas características principais de ser uma comida farta, mas vem ganhando cada vez mais vegetais e legumes.
  2. Carbs are Back (a volta dos carboidratos): Inovações nas massas e pães estão trazendo estes dois produtos de volta para a mesa.
  3. Chili knowledge: grande paixão por comidas extremamente apimentadas.
  4. The Sober Scene: Não é preciso beber muito para beber bem e ter uma noite agradável. Cada vez mais as pessoas dispensam bebidas alcoólicas, o que abriu caminho para o surgimento de coquetéis sem álcool. Os barmen usam as mesmas técnicas complexas para criar estes novos coquetéis, que não tem os efeitos colaterais do álcool.
  5. Ageing (maturação): Carne maturada é algo conhecido. A mesma técnica passa a ser aplicada para frangos, peixe e mesmo manteiga.
  6. Nootropics: Esta é a última palavra no campo da gastronomia funcional, cultivada por consumidores que querem melhorar sua aparência e sua saúde. Este tipo de comida promete tornar as pessoas mais inteligentes – ou, pelo menos, proteger e aprimorar suas funções cerebrais. Tem grande aceitação entre os executivos do Vale do Silício e entre as pessoas preocupadas com os efeitos degenerativos da idade.
  7. Faux Food: (comida imaginária) Nada é o que parece ser! Os chefes estão cada vez mais desbravando as fronteiras da comida que parece ser uma coisa, mas é outra. Isto é feito através de imitações criativas de carnes que confundem os sentidos.
  8. Vegan: Chega de comidas chatas e estranhas. A culinária vegana está na moda. Certamente não há nada de chato nas novas tendências das opções veganas.
  9. Gut health (saúde do intestino): Cada vez mais a saúde dos seus intestinos é reconhecida como fundamental para a manutenção da sua saúde em geral, o que significa que muitos consumidores estão prestando atenção ao que comem. Este interesse tem aumentado o consumo de probióticos, comida fermentada e enzimas digestivas (da mesma forma que é crescente a aversão a produtos que podem irritar o intestino).
  10. Craft spirits (bebidas artesanais): Já aconteceu com as cervejas, mas agora também as bebidas destiladas estão experimentando um boom. Como em outras áreas da gastronomia , os consumidores estão exigindo bebidas que sejam mais autênticas e menos industriais. Bebidas artesanais também são mais facilmente consumidas sem a associação típica do álcool com os seus efeitos colaterais e com sua conotação negativa.
  11. Second Life Re-Cycled: Ampliação da utilização de alimentos anteriormente desperdiçados para a criação de novos produtos.
  12. American Tropics: Cores fortes, motivos florais e sabores marcantes tem sido utilizados pelos chefs para diferenciar seus estilos. Sabores das ilhas do Pacífico, ‘tiki’ havaiano e uma nova onda de sanduiches cubanos e mexicanos, além de “Jamaican Jerk” (carne seca com especiarias – inicialmente bovina, mas agora aplicada a aves e pescados também).
  13. Warm Spice and Sweet Heat:  Gosto por comidas picantes, há um a preferência crescente por algo mais equilibrado e sutil. Gengibre, pimenta, raiz forte, açafrão , wasabi e chilli estão ganhando importância e equilibrando  “heat” (potência) com doçura.
  14. Eating at home: Você pode ter tudo que seu coração deseja com mínimo esforço no conforto da sua casa com a enorme variedade de serviços de delivery de refeições personalizadas. Delivery continua em crescimento.
  15. Spotlight on Minerals (foco nos minerais): em geral as vitaminas ganham todo o destaque, mas os minerais estão crescendo em importância. Nosso estilo de vida  é cheio de tensões e stress, o que acaba reduzindo o nível de minerais necessário à manutenção de uma boa saúde.
  16. Striking Colour Palette: tendência crescente de alterar a cor de alimentos tradicionais através do uso de corantes naturais e artificiais.
  17. Foodie Chefs at Home: a chegada de equipamentos de cozinha de alta tecnologia e acessíveis e a proliferação de programas de culinária na TV alavancou o interesse por cozinhar em casa, o que possibilita o acesso a pratos com qualidade profissional, se você tiver um pouco de prática.

 

Sobre nós: Somos uma consultoria especializada em Foodservice – www.libbra.net – novos negócios, licitações para serviços de alimentação, planos de marketing, gestão e varejo.

Artigo original: https://thefoodpeople.co.uk/news/thefoodpeople-food-and-beverage-trends-framework-for-2017-18?utm_source=thefoodpeople&utm_campaign=0d8890c4c7-Newsletter_RSS_Feed3_27_2015&utm_medium=email&utm_term=0_32ece18d6a-0d8890c4c7-325060825

– tradução livre e adaptação de texto: Libbra Consultoria – qualquer dúvida ou discordância enviar email: contato@libbra.net

Mais informações sobre o evento: http://www.ife.co.uk/

Segredos do Mercado de Lojas de Conveniência

por Bianca Rossini – Sócia-diretora Libbra – Consultoria especializada em foodservice

O mercado de lojas de conveniência, desde 2010, cresce 2 dígitos ano a ano no Brasil. Segundo dados do Sindicom em 2013 foram quase 6 milhões de faturamento e uma média de R$ 69 mil de faturamento mês e ainda existe muito espaço para crescimento considerando o comportamento desse mercado nos Estados Unidos e Europa.

Falando das operações brasileiras as redes de postos de combustíveis que são as detentoras das franquias de lojas de conveniência que operam nos postos de suas bandeiras tem investido pesado para se aproximar do desejo/necessidade do consumidor e para desmistificar as lojas de conveniência como sendo um local para compra de bebidas, cigarro e nada mais. As lojas de conveniência investiram em parcerias com marcas renomadas de cafés, oferecem vinhos, chocolates importados, soluções de conveniência: pilha, produtos de higiene pessoal e há alguns anos iniciaram timidamente com uma linha chamada “fast food” que resumia-se em pão de queijo e salgados. Esse mercado avançou bastante e refeições prontas, produtos de padaria (pão fresco, bolos, doces) compõem o mix das lojas.

O consumidor tem se mostrado interessado em todas essas mudanças, passou a eleger seu posto de confiança para abastecimento e sua loja de vizinhança e passou a frequentá-la. Cores suaves, televisores, ar condicionado… tudo isso compõe o ambiente. Mas não raro os consumidores ainda referenciam nas pesquisas que o preço nas lojas de conveniência é mais alto. De fato esse é um mercado de margens maiores mas também de muitos custos associados (adicional noturno), roubos, perdas, etc. O esforço observado nesse mercado inclui a compra centralizada para assegurar ganhos de escala, manter um ótimo sortimento de produtos e o gerenciamento constante.

Falando especialmente de gerenciamento gostaria de destacar esse como um ponto fundamental para o sucesso de uma loja de conveniência. É comum os gestores de lojas de conveniência serem formados na prática. Não raro iniciaram a carreira como atendentes e foram crescendo dentro da empresa. Isso não é demérito, certamente, esse é um dos motivos de orgulho mútuo tanto para quem emprega quanto para quem é empregado. Porém, são eles os responsáveis por gerar e gerir os resultados para a empresa. Assim, é fundamental que os donos de postos invistam na formação desses profissionais estimulando-os a avançar nos estudos, fazer faculdade, participar de cursos e se desenvolver nos pilares de gestão de negócio que envolve: Gestão de marketing e vendas, Gestão de pessoas, e Gestão financeira. Essa última imprescindível incluindo a medição e consolidação dos indicadores de gestão do negócio.

São mais de 20 anos de experiência nesse ramo e vi negócios das mesmas marcas, em ótimas condições de localização/ponto, com performances completamente diferentes. Ou seja, um perdendo e outro efetivamente ganhando dinheiro. Isso porque, o produto não é reposto, apresentado ou vendido por si só. Apesar do apelo de autosserviço inerente a esse mercado a vivência mostra que a venda assistida alavanca resultados, e se descobre que o atendimento próximo e produtos customizados tornam-se um diferencial quase imbatível, pois atitude não pode ser copiada.

Uma última questão é a geração de fluxo, em que o grande desafio é a atuação parceira entre os profissionais de pista (frentistas), recomendando e sugerindo aos clientes o acesso a loja, fundamental para o aumento de pessoas circulando entre as gôndolas.

Investir nas pessoas, seguir e criar padrões, controlar (estoques, compras, vendas, fluxo de caixa), abusar de tecnologias de ponta e, principalmente, fidelizar clientes, são atitudes vencedoras no varejo e consequentemente no mercado de lojas de conveniência. Não tem segredo, é muito trabalho todo dia! Vamos nessa!!

Liderar em busca da alta performance em foodservice

Por Márcia Chilio

Não está fácil pra ninguém… diante das significativas mudanças conjunturais que estão ocorrendo no mundo, as organizações tem enfrentado cenários modificados e cada vez mais dinâmicos. Não há outra opção a não ser a busca de conhecimento e atualização. Desta forma, saber como se preparar para momentos de crise é o primeiro passo para garantir a sobrevivência do seu negócio.

Uma solução para o dilema de como enfrentar a crise econômica é a otimização dos processos produtivos e rotinas administrativas da empresa. Em tempos de crise, a falta de processos pode custar a competividade e em casos mais extremos até mesmo a sobrevivência do negócio. Nesse contexto a tarefa se torna menos desafiadora se o líder conhecer e aplicar com pragmatismo ferramentas de gestão. Gerenciar equipes de alta performance, significa orientar, treinar e buscar alternativas voltadas para o resultado final. É necessário canalizar o potencial e a energia da equipe, sem desperdícios, utilizando ferramentas claras e objetivas voltadas para atingir resultados, superar objetivos, ultrapassar metas, planejar o sucesso e atingir lucro. Um líder de alta performance surpreende ao entregar mais do que o esperado. Busca melhoria contínua em todos os aspectos do seu trabalho, buscando formas de otimizar seu trabalho, tempo e recursos.

Liderar para a execução é o verdadeiro trabalho de gestão de um negócio. Tem um ditado que sempre acreditei e norteou minha carreira profissional – “ todo resultado é consequência de um processo”. Lembre-se de que nenhum resultado é permanente se não for perseguido. Então mãos à obra! Vamos começar!

Márcia Chilio – Sócia-Diretora da Libbra – Estratégias & Inspirações em Marketing e Gestão para Negócios de Foodservice

O que os clientes querem em foodservice?

Em 1994 passei no vestibular para cursar Nutrição no Centro Universitário São Camilo em São Paulo. Desde então me tornei uma curiosa, estudiosa e uma profissional do mercado de foodservice. Fiz pós graduação em Marketing de Serviços na FAAP e construí minha carreira nos últimos 14 anos em marketing focada no mercado de foodservice.

Recentemente fiz uma rápida pesquisa e identifiquei 5 marcas internacionais que chegaram por aqui: My Swiss Choco – que defende o conceito do cliente poder customizar o seu chocolate escolhendo os ingredientes na hora, My Sandwich – especializada em sanduíches, toasts, wraps, saladas e sucos, Not Guilty – alimentação saudável, rápida e sustentável, Quiznos – sanduíches do tipo submarine e saladas e Sbarro – Pizza, Saladas e Pizzas. Felizmente nunca foi tão fácil para os brasileiros fazerem viagens internacionais, hoje está no radar de todos os jovens participar de um programa de intercâmbio, a internet ajuda… e assim tomamos contato com produtos antes pouco usuais por aqui como cookies, cup cakes, brownies e conquistamos uma cultura alimentar cada vez mais globalizada.

Em contrapartida aos conceitos gringos produtos nacionais como: coxinha, pastel, churrasco, pão de queijo, feijoada, açaí, juntamente com chefs brasileiros, ganham o mundo e compartilham um pouco da nossa cultura.

Mas o que o cliente quer? Essa miscelânea que se tornou o hábito alimentar do brasileiro às vezes confunde e influencia empresários a criar modelos de negócio sem pé nem cabeça. Ambiente vende, embalagem vende, comunicação visual, mas… se a experiência, que é a soma de conceito de produto forte e atendimento é frágil, o cliente não volta mais.

Não raro vemos cafés que vendem: salgados, refeições rápidas (incluindo arroz e feijão), tapioca, sanduíches, tudo é preparado com qualidade razoável e o café é péssimo! Um café que não serve um café de qualidade e que faz tudo mais ou menos não se sustenta e vai definhando até fechar.

A fortaleza das redes internacionais é o foco em fazer bem feito um mix geralmente reduzido e temos muito a aprender com isso, na verdade sabemos o que fazer, o que não temos é a disciplina e perseverança para acreditar nos modelos desenvolvidos. Às vezes antes de iniciar um projeto faltaram alguns elementos-chave como: pesquisa, planejamento, capital de giro para suportar o período até o conceito “pegar”, investimento em marketing… E faltou treinamento para equipe e presença do criador/do dono para explicar e vender o conceito ao cliente, fortalecendo a marca.

Cativar os clientes com uma oferta clara, produto de ótima qualidade (que não tem nenhuma relação com o produto ser caro) e um atendimento excepcional é a combinação perfeita e na percepção da Libbra o caminho para o sucesso em foodservice. É isso o que os clientes querem!

Cristina Souza – Proprietária e Diretora da Libbra – Marketing & Inspirações para Foodservice

Faça acontecer!

Em momentos de crise como o que vivemos no Brasil, cresce demais nas pessoas o desejo de fazer acontecer contando unicamente com seu próprio esforço.

A culinária, em sua extensão mais ampla torna-se uma opção para concretizar os planos de driblar a crise e ganhar dinheiro em curtíssimo prazo.

Observo que cursos de confeitaria, sorvetes, panificação, sushi, cervejaria, drinks, dentre outros, enchem de esperanças as pessoas que pensam em aliar algo que gostam com a oportunidade de geração de renda.

Essa, inegavelmente, é uma atitude muito inteligente. Os gurus mundiais já dizem que no futuro não teremos empregos. Nós temos que criar nossos empregos e sem dúvida o ramo da alimentação oferece essa oportunidade.

Depois de participar dos cursos para se capacitar, se inspirar e definir o caminho em termos de produto, é fundamental, seja na escala que for, estabelecer e seguir um modelo de gestão, marketing e estratégia de vendas.

A ideia não é pirar e burocratizar o modelo criado, é manter o foco na profissionalização e ficar sempre de olho no LUCRO.

Nem sempre muitas vendas é sinal de lucro, especialmente quando o preço é calculado errado.

Ao começar trabalhando em casa, o que é super comum e louvável, as pessoas não consideram custos de água, luz, gás, material de limpeza,  aluguel e IPTU para definir o preço do produto e vendem tudo baratinho. A medida que crescem e precisam alugar um espaço e todos esses custos vem à tona, percebem que não vão sobreviver praticando os preços anteriores, porém, seus clientes estão “viciados” em pagar barato demais e tem uma reação negativa ao aumento, parando de comprar, mesmo que por um tempo. Então o sonho do crescimento é rapidamente posto abaixo.

Assim, a minha dica e das minhas sócias para empreendedores do ramo da alimentação é estruturar seus negócios com um pensamento profissional desde o início.

Muito sucesso a todos e Faça Acontecer!

Beijo

Cristina Souza – Diretora Executiva Libbra

NRA Show 2016 – Dia 23 de maio

Última News

A NRA Show termina hoje, as sócias da Libbra encerraram sua participação ontem e compartilham um pouco mais do que viram e aprenderam.

Conferência “Foodservice at Retail”

Provocações e reflexões sensacionais sobre supermercados e lojas de conveniência, além de uma visita técnica no supermercado Mariano´s que validou a super tendência que confunde e desafia os varejistas do foodservice americano sobre o papel do supermercado em se manter no foco ou se tornar um restaurante.

Fundada em 2010 a rede com apenas 6 anos atua, possui 37 lojas e uma proposta compacta com excelente curadoria de produtos e uma invejável operação de ilhas de serviços que incluem: bar de ostras, estação de sucos (verde, detox, etc), sushi bar, grill, rotisserie, buffet de saladas e operações à vista do cliente de pâtisserie e padaria. O fluxo de pessoas é impressionante nos horários de pico (almoço, jantar).

Sem dúvida, as reflexões sobre: nova atitude do consumidor, demandas desse cliente, evolução do paladar, riscos operacionais do aumento da complexidade operacional em operações de supermercados e lojas de conveniência, importância do desenvolvimento e alinhamento da cadeia de fornecedores merecem muita atenção, foco e dedicação.

Sobre a feira algumas tendências e inovações inteligentes:

Sazonalidade – Empresas dedicadas a sobremesas criam menus sazonais apoiando seus clientes nas estratégias de inovação. Alguns vão dizer: Uau! Isso é básico. Sim, é. Mas quem está fazendo isso no Brasil? O que vemos são empresas que estruturam suas linhas de produção de maneira engessada e sem foco na necessidade dos operadores. Super oportunidade.

Tecnologia dos Alimentos – Redução de área de estocagem dos produtos de alto consumo –Uma empresa trabalhou na concentração do leite, eliminando o volume do produto e criando uma embalagem que: empilha, conserva o produto e permite o fracionamento.

Bakery – Produtos artesanais de alta qualidade para finalização no ponto de venda, algo que já existe parcialmente no Brasil e que sem dúvida tem muito potencial para crescimento.